Móveis

Bancos para casa: onde os colocar e como escolher o seu

Entrada, pé da cama, sala de jantar ou alpendre: medidas, materiais e ideias para que um banco de madeira, fibra ou estofado trabalhe por si.

Poucos móveis fazem tanto com tão pouco como um banco. Serve para se sentar a calçar-se na entrada, para pousar a manta aos pés da cama, para juntar mais pessoas à mesa ou para ler ao sol no alpendre. E, além disso, decora: uma peça de madeira maciça ou de fibra natural traz calor e aquele ar de casa vivida de que tanto gostamos.

Nas casas do sul o banco sempre lá esteve: corrido e caiado junto à lareira, de madeira na entrada, de bunho no pátio. Hoje recuperamos essa ideia com peças mais leves e versáteis, perfeitas para o outono, quando a vida regressa para dentro de casa.

Neste guia explicamos onde colocar um banco em casa, que medidas ter em conta em cada divisão e que material escolher consoante o uso, com ideias para reproduzir cada ambiente com peças da nossa loja.

Banco de madeira maciça com duas jarras de vidro fumado sob um candeeiro de parede branco numa parede caiada
Foto: Nuevo Estilo

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O banco da fotografia acima, de madeira maciça com pés em trapézio, é quase idêntico ao nosso Banco Sate. Acompanhe-o com vidro âmbar e uma luz suave na parede.

1. Porque é que um banco é tão útil

Um banco ocupa pouca profundidade, adapta-se a quase qualquer recanto e tem muitas funções ao mesmo tempo: assento, apoio, arrumação e superfície decorativa. Ao contrário de uma cadeira, não tem «frente» nem «costas», por isso funciona tão bem encostado à parede como no meio de um espaço.

É também uma forma simples de introduzir materiais naturais: um banco de teca, de mangueira ou com assento de bunho acrescenta textura sem sobrecarregar e combina com quase tudo.

Cinco lugares onde um banco faz a diferença

  • Entrada: para se sentar a tirar os sapatos e pousar a mala.
  • Pé da cama: para a colcha, a manta ou a roupa do dia seguinte.
  • Sala de jantar: para ganhar lugares sem apertar a mesa.
  • Sala ou corredor: como mesa baixa, apoio para livros ou expositor de cerâmica.
  • Alpendre e terraço: para prolongar as tardes ao ar livre.

2. Um banco na entrada

É o lugar onde mais compensa. Um banco à entrada convida a deixar a pressa lá fora: senta-se, descalça-se e pousa as chaves. Escolha um com 30-40 cm de profundidade para não roubar passagem (deixe pelo menos 80-90 cm livres) e com cerca de 45 cm de altura. Se a sua entrada é estreita, encontra mais truques nas nossas ideias para entradas pequenas.

Os bancos de madeira com assento de corda ou de fibra são leves à vista e muito resistentes:

Por baixo, uns cestos para o calçado; por cima, um espelho ou um cabide. Se gosta de fibras, no nosso guia de cestos de fibra natural tem ideias para arrumar sem que se note.

Entrada com banco de rotim e almofada branca, espelho com moldura de rotim e aparador de madeira canelada
Foto: Hola Living

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Para reproduzir esta entrada luminosa: um banco leve com almofada, um espelho alto de madeira, almofadas aos quadrados e um aparador de fibra ao lado.

3. Aos pés da cama

Um banco aos pés da cama remata o quarto como num hotel: dá apoio para se vestir e um lugar para a colcha quando a tira à noite. A regra é simples: que não ultrapasse os lados da cama e que não seja mais alto do que o colchão.

As medidas que convém recordar

2/3da largura da cama, ou uns 15-20 cm a menos de cada lado.
40-50 cmde altura, sempre abaixo do colchão.
60 cmlivres entre o banco e o roupeiro ou a parede para passar à vontade.

Os estofados em tons crus suavizam o conjunto e são os mais confortáveis. Se está a preparar o quarto para alguém, veja também como preparar o quarto de hóspedes.

4. Bancos na sala de jantar

Um banco corrido num dos lados da mesa torna a sala de jantar visualmente mais leve e permite apertar quando chegam mais convidados. Conte com cerca de 60 cm por pessoa e escolha um banco 10 a 20 cm mais curto do que a mesa, para que entre por baixo sem bater nos pés. Com uma mesa de 75 cm de altura, o assento deve ficar a cerca de 45 cm.

Resulta muito bem com cadeiras diferentes do outro lado: explicamos como em como escolher e combinar cadeiras de sala de jantar.

Ideia-chave: se a mesa é de madeira, escolha um banco num tom ligeiramente diferente (mais claro ou mais envelhecido). A mistura resulta mais natural do que o conjunto idêntico.

5. Bancos de alvenaria e em nicho

O banco de alvenaria é um clássico da casa caiada: corrido junto à lareira, debaixo de uma janela ou dentro de um nicho. Se não quiser fazer obras, consegue um efeito parecido colocando um banco estofado dentro de um vão ou entre dois móveis e vestindo-o com almofadas.

O segredo está na profundidade (45-50 cm para ser confortável) e nos têxteis: um estofo liso em cru, bege ou cinza-acastanhado, e almofadas de linho que possa trocar com as estações.

Banco corrido estofado dentro de um nicho em arco com paredes brancas e chão de madeira clara
Foto: Franco Debartolo

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Para conseguir este efeito sem obras: um banco estofado em tons claros dentro de um vão e umas almofadas lisas de linho.

6. Madeira, fibra ou estofado: como escolher

O material define o carácter do banco e também onde pode ficar. Esta tabela ajuda-o a escolher:

MaterialO melhorOnde o colocar
Madeira maciça (teca, mangueira, suar)Muito resistente e envelhece bemEntrada, sala de jantar, alpendre coberto
Fibra, bunho ou cordaLeve, fresco e com texturaEntrada, quarto, sala
EstofadoO mais confortável para estar sentadoPé da cama, nichos, sala
Alumínio ou resinaResiste ao sol e à chuva sem manutençãoTerraço, jardim, piscina
Banco rústico de madeira junto a uma janela gradeada numa divisão caiada com chão hidráulico
Foto: Zhen Yao

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Um banco de madeira simples, cal nas paredes e barro: esta imagem de casa de aldeia reproduz-se com muito poucas peças.

7. No alpendre e no terraço

Na Costa do Sol o terraço usa-se quase todo o ano, e um banco é a forma mais simples de somar lugares. Com umas almofadas e uma manta torna-se o melhor sítio para as tardes amenas de outono; no nosso guia do terraço no outono tem mais ideias.

Para exterior descoberto escolha materiais que não precisem de manutenção, como o alumínio da Nardi; se o alpendre for coberto, a teca é a opção mais acolhedora.

Checklist rápida

  • Meça a profundidade: 30-40 cm na entrada, 45-50 cm se for para se sentar a sério.
  • Altura do assento entre 42 e 48 cm (cerca de 45 cm com mesa de jantar).
  • Aos pés da cama: mais estreito do que a cama e mais baixo do que o colchão.
  • Na sala de jantar: 60 cm por pessoa e 10-20 cm mais curto do que a mesa.
  • Madeira maciça para o dia a dia, fibra para aligeirar, estofado para o conforto.
  • Vista o banco: almofadas, uma manta e cestos por baixo.

Perguntas frequentes

Que comprimento deve ter um banco para o pé da cama?

O ideal é medir cerca de dois terços da largura da cama: uns 100-110 cm para uma cama de 150 cm e 120-140 cm para uma de 180 cm. Assim não sobressai e deixa a cama à vista.

Um banco é confortável na sala de jantar?

Sim, se tiver a altura certa (cerca de 45 cm com uma mesa de 75 cm) e pelo menos 35 cm de profundidade. Com umas almofadas de assento ganha conforto nas conversas à mesa.

Que banco é melhor para uma entrada pequena?

Um com pouca profundidade (30-35 cm), leve à vista e, se possível, com prateleira ou vão inferior para guardar o calçado em cestos. Os bancos de madeira com assento de fibra são uma opção perfeita.

Na Pino & Jacaranda acreditamos que os móveis mais simples são os que mais nos acompanham: um bom banco de madeira ou de fibra fica consigo durante anos, muda de divisão e encontra sempre o seu lugar.

Porque uma casa acolhedora também se constrói com lugares onde nos sentamos sem pressa.